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Saiba como desenvolver um projeto de aposentadoria

11 jul 2016 Postado por em Notícias

Todo mundo sonha com uma boa aposentadoria, mas poucos levam até o fim um planejamento rigoroso para a velhice. Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), seis em cada dez brasileiros (64,2%) não se preparam corretamente para a aposentadoria, excluídas as contribuições com o INSS. Os motivos mais citados para a ausência de preparação são a falta de recursos financeiros para este fim (32,7%) e o desconhecimento de como começar a poupar (19,6%).

No entanto, com toda a discussão recente em torno do futuro da Previdência Social, iniciada pelo presidente interino Michel Temer, as “aposentadorias alternativas” começaram a despertar a curiosidade. E as opções existentes para complementar a renda após a aposentadoria são muitas. Vão desde a mais popular, a poupança, até o investimento em previdência privada, passando por fundos de renda fixa e variável, além de títulos de capitalização.

“Deixar a Previdência nas mãos do Estado não é bom negócio devido à instabilidade política e econômica pela qual estamos passando. É de extrema importância que sejamos os protagonistas do nosso futuro para garantir uma aposentadoria digna”, afirma Filipe Marchesoni, agente de investimentos da Agia Investimentos.

A aposentadoria não deve ser vista como uma consequência da velhice, de inutilidade, mas como um projeto de vida, cujo objetivo é garantir a estabilidade, com uma renda mensal que vá além daquela provida pelo trabalho, diz o consultor financeiro João Elias Martins. “Quanto mais cedo as pessoas derem início ao projeto, melhor, afinal, quanto mais cedo, menor será o sacrifício de poupança mensal.”

Para os mais jovens, até uns 30 anos, o ideal, segundo o economista Hipólito Martins Filho, é que a poupança mensal seja entre 10% e 15% dos ganhos. “Para aqueles que passaram dos 30, 40 anos, o ideal é aumentar a parcela poupada por mês para de 20% a 30% da renda.”

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“Fui analisando todas as opções e guardando dinheiro pensando em liberdade financeira para o meu futuro” – Diego Bernardo, tecnólogo em informática

O tecnólogo em informática Diego Bernardo, apesar de ter apenas 25 anos, já está investindo alto. Desde os 23, ele destina aproximadamente 30% de sua renda mensal para investimento em renda fixa e em renda variável para garantir um futuro melhor. “Sempre estudei muito sobre a questão de investimentos e sabia que não podíamos confiar na Previdência Social. Fui analisando todas as opções e guardando dinheiro pensando em liberdade financeira para o meu futuro”, conta.

Mas Bernardo não parou por aí. Para melhorar seus ganhos, ele entrou para um grupo de investidores que hoje conta com 32 pessoas. Com a mentoria do professor e investidor Lucimar Sasso, eles formaram uma empresa especializada em investimentos. “Quanto mais capital, mais estabilidade e rendimento. Juntos, investimos como um único investidor”, explica Sasso.

O grupo surgiu a partir de duas motivações do professor. A primeira, pessoal, foi para facilitar seu próprio trabalho e expandir. Ele investia em ações para dez pessoas individualmente e tinha mais umas 15 interessadas, mas não daria conta de fazer um por um. “Assim, investimos todos juntos”, conta. A segunda foi, justamente, por causa dos ganhos. Com o dinheiro de todos, o montante investido é maior e, consequentemente, o retorno.

“Nossa empresa é formada por pessoas com os mais variados desejos. Temos aqueles que querem investir em um futuro mais tranquilo, com uma aposentadoria melhor, aqueles que querem uma renda extra para agora mesmo e outros que estão interessados em viver dos investimentos”, diz Sasso. Para participar, os interessados devem, a princípio, ter um capital mínimo de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Escolha depende de capacidade de poupar

A escolha de um tipo de investimento é muito pessoal. Ela depende da capacidade de poupar do investidor, do retorno esperado e de sua expectativa para o futuro. “Para saber como se aposentar adequadamente, é importante reforçar que o correto para o seu amigo pode não valer para você. Deste modo, o indicado é fazer uma análise de toda a vida financeira, levando em conta todos os seus investimentos (incluindo até o FGTS), dívidas, objetivos, sonhos e expectativa de vida”, explica Maikel Jacob, assessor financeiro.

aposentadoria

Independente destas questões, um ponto é fundamental para todos: comece a investir o quanto antes. Mas se a sua preocupação for um retorno maior, o consultor financeiro João Elias Martins aponta dois caminhos.

“A primeira opção é aplicar em fundos de rendimento e/ou em títulos do Tesouro Direto. As taxas de rentabilidade são maiores que as oferecidas pelos fundos da previdência privada, mas é preciso ter controle e não ficar cedendo às tentações de saques para consumo. A segunda é investir em ações de empresas que pagam bons dividendos. Essa, entretanto, é um pouco mais complicada, ela exige um pouco de orientação e assessoria. O foco é investir em longo prazo”, diz.

Mas o Tesouro Direto tem algumas peculiaridades, segundo Filipe Marchesoni, agente de investimentos da Agia Investimentos. “É preciso ter disciplina. Nele, o investidor tem que fazer aportes mensais, enquanto outros planos, como os da previdência privada, permitem o débito automático. Mas o trabalho é recompensado com uma rentabilidade melhor, já que você se torna o ‘gestor’, eliminando a taxa de administração.”

Para os investimentos em Fundo de Renda Fixa, cada instituição financeira tem sua regra, mas o retorno está diretamente ligado ao valor investido e no tempo definido da aplicação, explica o corretor Hermes de Mello Vasconcelos.

“As ações são voltadas para especialistas, com valores mais elevados e, geralmente, administradas por corretores de valores. Já os títulos de capitalização são uns dos piores investimentos a curto e médio prazo. Portanto, evite esta modalidade caso precise de rendimento rápido”, diz Vasconcelos.

E para quem não consegue investir essas grandes quantias, o corretor aconselha seguir uma regra prática. “Faça uma planilha simples e lance nela seu ganho mensal e suas despesas. Crie como meta, inicialmente, uma reserva de 5% sobre o seu ganho e invista esse valor em previdência privada ou na caderneta de poupança, que são aplicações mais fáceis de serem administradas no dia a dia. Você vai ver que este esforço lhe trará tranquilidade no futuro e, mais importante, este valor estará sempre disponível em caso de necessidade ou urgência.”

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Kamila Souza Rodrigues começou a investir R$ 100 por mês na previdência privada para que o filho, Lucas, hoje com dois anos, possa chegar aos 18 com um futuro mais tranquilo. (Foto: Johnny Torres)

Previdência Privada é o investimento mais lembrado

Depois da poupança, a previdência privada é o tipo de investimento mais lembrado por quem quer se prevenir e planejar o futuro. Dos que vão além da contribuição à Previdência Social, 6,2% investem na previdência privada, como mostra a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A poupança tem 19,2%.

Segundo o corretor Hermes de Mello Vasconcelos, a previdência privada é uma boa saída para pessoas com idade até 45 anos. “Você pode programar aportes ou contribuições mensais a partir de R$ 100 e também determinar a data de sua saída do sistema desde a contratação inicial, determinando ainda se irá optar por uma renda mensal vitalícia, renda com prazo determinado ou então sacar todo o montante de uma única vez no término estipulado na contratação”, explica.

As taxas de juros na previdência privada variam de um mínimo de 1% a 6% ao ano. “No entanto, essas taxas podem ser melhoradas se você optar por grupos de investimento moderados ou agressivos, compostos por ações da bolsa de valores, letras e títulos do tesouro nacional ou do Banco Central”, diz Vasconcelos.

A previdência privada ainda poupa o investidor do trabalho administrativo, mas isso gera um custo extra, afirma o consultor financeiro João Elias Martins. “A instituição financeira fica encarregada pela gestão/aplicação e rentabilidade dos recursos, por isso que nesta modalidade são cobradas taxas de administração enquanto nas demais opões, apesar do rendimento melhor, a gestão deve ser feita pelo próprio interessado, o que demanda tempo e dedicação, além de conhecimento no assunto.”

Entre outras regras, há uma carência inicial para resgates de no mínimo 60 dias. “Você deve solicitar a regra completa na hora da contratação e avaliar a taxa de administração. Há, também, em alguns casos, seguro de vida incluído, o que torna a contratação inviável em muitas situações”, diz Vasconcelos.

investimentos

A decisão pela previdência privada também deve levar em conta três fatores, segundo Filipe Marchesoni, agente de investimentos da Agia Investimentos. “Quando deseja iniciar a aplicação, quando deseja se aposentar e quanto quer receber de renda extra na aposentadoria. Assim é possível definir o valor dos aportes mensais, ou seja, quanto é necessário desembolsar para garantir a renda extra desejada no futuro.”

Família

Para aqueles que já possuem filhos, a previdência privada também pode ser uma boa opção para o futuro das crianças, garante o corretor Hermes de Mello Vasconcelos. “Você pode programar a vida de seus filhos contratando a previdência para que eles tenham recursos financeiros para serem utilizados quando chegarem à faculdade, precisarem gastar com materiais acadêmicos ou até para estudar fora de casa.”

Foi esse o caminho escolhido pela gerente administrativa Kamila Souza Rodrigues, de 27 anos. Ela começou a investir R$ 100 por mês na previdência privada para que o filho Lucas Rodrigues de Souza, hoje com dois anos, possa chegar aos 18 com seu futuro mais tranquilo. “Quando ele chegar a essa idade, veremos qual a necessidade para o uso do dinheiro. Depois disso, focarei em mim, pensando na minha aposentadoria”, diz.

ANÁLISE

Reforma previdenciária é essencial

“O cerco está se fechando em torno da Previdência Social, ela está quebrada, e isso é algo histórico. O problema começa na nossa constituição que prevê uma série de benefícios, mas não estipula nenhuma contrapartida. Além disso, temos o problema da desigualdade que também afeta as aposentadorias. A maioria da população ganha um salário mínimo, mas há uma parcela de beneficiados que conta com salários muito superiores e uma infinidade de privilégios. Esses são o problema das contas públicas. Temos também a questão do envelhecimento da população. Nossa expectativa de vida segue crescendo e o número de filhos por casal diminuindo. Mais gente recebendo aposentadoria e menos gente contribuindo. Diante de tudo isso, o déficit segue crescendo ano a ano e, sem passar por uma reforma previdenciária, não há como resolver a crise. É fato, as pessoas terão que trabalhar até mais tarde em breve, afinal, a expectativa de vida da população está crescendo, o que obriga uma mudança na idade mínima. Claro que não devem mexer para quem está próximo da idade de se aposentar. Aqueles que faltam apenas cinco anos não devem entrar na conta. Acho que o ideal, neste momento, também seria igualar as idades mínimas de homens e mulheres. No mais, a idade mínima deve ser aumentada de três a cinco anos para cada.”

Hipólito Martins Filho, economista

 

Fonte: Diário da Região (10/07)

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  • Especialista em desenvolvimento de aplicativos mobile com mais de 5 milhões de downloads na Play Store conquistados em menos de dois anos.

    Tecnólogo em Informática para Gestão de Negócios com certificação ITIL Foundation e fundador da Mobidic Soluções em Aplicativos Mobile.

    Trabalhei em grandes projetos para a Caixa Econômica Federal e o laboratório Sabin. Atuo também como professor e palestrante ensinando como montar o seu próprio negócio de aplicativos mobile.

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